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RIO GRANDE DO SUL - Tradições |

O Estado do Rio Grande do Sul - pelas peculiaridades históricas e geográficas e a forte presença espanhola devido à fronteira com o Uruguai e Argentina, além de uma população, em sua maioria, constituída de imigrantes europeus, especialmente italianos e alemães - faz questão de conservar suas tradições, revividas em seus centros culturais.
| Existem cerca de 250 centros de tradições gaúchas em todo o estado onde são apresentadas danças tradicionais: chimarrita, anu, balaio, tatu, sapateado tirana, pezinho, pau-de-fitas e danças executadas só por homens como a chula e a Dança dos facões. |
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Além dos centros, o Instituto gaúcho de tradição e folclore, criado em 1974, promove cursos, seminários, apoia pesquisas e publica trabalhos sobre a cultura regional. Os centros de artesanato apresentam artefatos da cultura popular, especialmente de couros, lãs e ossos, gerados pela vida pastoril.
Tudo isto regado a um bom churrasco e ao Chimarrão, chá típico do Rio Grande do Sul, cuja origem remonta aos índios guaranis, do Paraguai. Espalhou-se por toda a América do Sul graças aos jesuítas, que fizeram da exploração das folhas de mate uma importante atividade econômica. Geralmente, é bebido quente e amargo em uma cuia de cabaça, sendo o líquido sugado por um canudo de prata, chamado bomba, com um coador na ponta. Tem grande significado para o gaúcho, para o qual o chimarrão é uma saudação de chegada, símbolo de hospitalidade, sinal de reconciliação. Muitas vezes, uma só cuia passa de mão em mão.