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BAHIA - Festas Populares

Dizem, carinhosamente, que "baiano quando não está em festa está ensaiando", uma garantia de alto astral junto a esse povo faceiro, resultado da fusão de brancos, indígenas e afro-americanos. Isso é verdade, pois os festejos populares se sucedem, concentrados no Verão, mas se estendendo por todo o ano, incluindo as festas juninas. As manifestações folclóricas, de diversas origens, encantam baianos e turistas, com exibições ao ar livre e em casas noturnas, de capoeira, maculelê e samba-de-roda.

Garota do Ilê Aiê Toda a fé do baiano se manifesta no ciclo de festas populares, desde as comemorações dos orixás do candomblé - quando todos os "terreiros" da cidade batem seus tambores para seus filhos-de-santo dançarem - até as festas da religião católica, que ganham um cunho profano com muito samba-de-roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Em paralelo, as bandas de axé music, de pagode, cantores e cantoras de blocos carnavalescos realizam, quase todos os dias, shows e ensaios em clubes sociais e áreas externas em diversos pontos de Salvador. Esse clima de festa impregna toda a cidade, desde a manhã até a noite, principalmente durante o Verão.

O ano já começa com a procissão marítima do Nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes, na qual centenas de embarcações de todos os tipos singram a Baía de Todos os Santos levando a imagem do Bom Jesus da igreja da Conceição da Praia para a capela da Boa Viagem, num belíssimo cortejo de fé.

Carnaval - Filhos de Gandhi Depois, vem uma seqüência de festejos, entre os quais destaca-se a Lavagem do Bonfim, uma quilométrica procissão, com todos vestidos de branco, entre a igreja da Conceição e a do Bonfim, no alto da Colina Sagrada. Fazendo jus à máxima de que "quem tem fé vai à pé", a cada ano cerca de 800 mil pessoas garantem a grandiosidade desse evento religioso. Ao chegarem, baianas vestidas tipicamente despejam seus vasos com água de cheiro no adro da igreja e sobre as cabeças dos fiéis, num ritual de fé e esperança.

É, também, destaque, por atrair milhares de fiéis de outras regiões do País, a Festa de Iemanjá, dia 2 de fevereiro, quando os adeptos do candomblé homenageiam a Rainha do Mar, simbolizada numa sereia. A festa acontece no bairro do Rio Vermelho, uma poderosa manifestação de fé na força da Mãe d'Água, que tem seu desdobramento profano nas barracas padronizadas, onde a crença se transforma em samba. Vale a pena deixar ali uma oferenda para Iemanjá, acompanhada de um pedido.

Carnaval Porém, o grande clímax festivo da Bahia é mesmo o Carnaval, um delírio de massas que já se estende por sete dias, desde a quarta-feira até a manhã da quarta-feira de Cinzas. A maior festa do mundo em participação popular, que toma toda a cidade de foliões - fantasiados e pulando como "pipoca" atrás dos trios independentes, ou vestidos nos abadás e becas de seus blocos preferidos, rumo aos diversos circuitos carnavalescos:

 Há o circuito central, do Campo Grande à Praça Castro Alves; outro, na orla, sentido Barra-Ondina; e o mais tradicionalista, do Pelourinho à rua Chile, no Centro Histórico. Neste circuito, o forte é a música das bandinhas de sopro e percussão, os blocos afros, afoxés e os fantasiados e, nos demais, desfilam os grandes blocos, com seus possantes trios elétricos, uma criação dos baianos Dodô e Osmar que virou mania em todo o Brasil.

 

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